terça-feira, 9 de novembro de 2010

Escrito em 04/11/2010

Hoje tá me dando uma pontinha de tristeza, penso que pode ser que eu esteja me sentindo um pouco sozinha. Mudei de andar no trabalho e mudanças são sempre difíceis pra mim. Essa semana estou um pouco fora de órbita.
Ontem aquela estória da amiga que não é minha amiga me tirou um pouquinho do prumo. Esse sentimento nada tem a ver com ele, tem a ver comigo. Ela não foi leal à mim, mas pensando bem, ela teria que ser? O que me incomoda nas pessoas é a necessidade de saber da vida do outro e se sentir no direito de dar opinião.
Pro inferno a opinião deles todos! Ninguém sabe na realidade o que eu passei, e nem vai saber. Eu não falo sobre isso, fiz um pacto comigo mesma que não falaria dos detalhes feios pra mais ninguém, a não ser os envolvidos diretamente. Eu apenas ia contar o fato: Estou separada, ponto. Mas todo mundo quer saber o motivo! Já falo logo de desagste, outro ponto. E assim o papo muda o rumo, a pessoa fica satisfeita.
Minha amiga do trabalho hoje me falou que lembrou de mim vendo o último episódio de "As Cariocas", em que a personagem se separa e vira o assunto da vez. Ela me contou que algumas pessoas foram comentar com ela que ouviram em algum lugar a estória da minha separação, ainda me assusto com esse comportamento dos seres humanos. Mas é isso, agora a novidade é essa, uma hora as pessoas se acostumam ou então entra outro "causo" mais interessante pras pessoas comentarem.
Voltando ao ponto me sentir sozinha, também me perco no meio de tanto assunto, é assim... Dessa ordem. É que assumir tudo me cansa e também me dá preguiça. Tenho medo de esquecer alguma coisa, e quando fatalmente esqueço fico mal. E como me dividir pra atender à tantas demandas?
Quando eu era casada, éramos dois para cuidar de dois e tudo relacionado à casa e essas demandas da ordem domiciliar. Quando um chegava tarde, tinha o outro pra suprir. Quando um estava com dor de cabeça, o outro dava banho na criança. E quando o outro não estava disposto, o um fazia o dever de casa.
A única coisa que eu tinha que gerenciar sozinha era o meu trabalho, pro resto todo tinha parceria.
Agora eu não posso ter mal estar de nenhuma ordem, nenhuma indisposição, e zero esquecimento.
O dia passa tão depressa e eu me divido entre tantos afazeres, chego em casa doida pra ficar quietinha mas até o silêncio reinar... demora! As crianças brincam, jantam, brigam, tem a hora do dever de casa, telefone tocando, pai visitando e me irritando, cachorro também querendo a minha atenção. Nessa hora eu sinto novamente que não posso falhar, muita coisa depende de mim.
E ainda tem Ele. E esse momento na minha vida, que tem sido O momento. Quando a gente finalmente consegue encaixar horário, rotina de filhos, trabalho e o que mais vier, desliga de tudo e vai ser feliz.
Eu não imaginava me encantar de novo com uma pessoa, achava mesmo que a mesmice daquele casamento iria durar pra sempre. Não fazia ideia do ainda estava por vir, e como a gente não escolhe nada nessa vida, veio assim, embolado às palavras finais do meu casamento. E eu não fingi que não era comigo, como já aconteceu tantas vezes. Eu topei, assumi o risco.
É uma química absurda, fico arrepiada a todo instante, ele me pega de um jeito que parece que estudou meu corpo antes. Fala cada coisa que me deixa doida, um tesão absurdo rola entre a gente. Falta fôlego, mas sobra vontade de estar junto.
E é uma pessoa totalmente centrada, ponderada, me ajuda a alinhar o raciocionio sempre. Me dá vários toques de como agir nas situações limite. E a intimidade? A gente tem uma intimidade enorme. E cumplicidade, divido várias coisas da minha vida com ele que eu não tenho vontade de dividir, por exemplo, com minha melhor amiga.
A vida deu um jeitinho da gente se encontrar no nosso tempo, não posso negar que quando o conheci aquele olhar deu uma mexidinha, mas naquele tempo não era o tempo ainda.
Bem que eu me lembro, eu desde menina sempre adorei supresas! E essa foi... das grandes.

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