segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Escrito em 22/09/2010

Hoje eu acordei mal da garganta, mais uma noite sem dormir um sono profundo, incomodou bastante e eu não relaxei. Finalmente despertei com meu filho e o telefone na mão, e a sensação de sono que não passa. Realmente me sinto dormindo ou na iminência de dormir a qualquer hora do dia.
Coloquei as crianças pra escola e enquanto fazia o leite da Alice percebi que esse momento tem sido muito mais tranquilo do que era. Não há correria, há uma organizada linha de produção. Não há gritos de manhã, há somente a minha voz pedindo delicadamente que eles se apressem pois a van não pode esperar. Um beijo na porta de casa e os acompanho até a entrada na van, de roupão escondendo a roupa de dormir, pela janela do meu quarto.
Começa o meu dia. Vou tomar um banho, tomo meu café da manhã e percebo que me acostumei a fazer tudo muito rápido. Sem quase curtir, no automático. Penso que queria passar um hidrantante e lembro da pergunta: "Pra que tão cheirosa?", e lembro da minha reação: Melhor não passar... E agora penso: Claro que vou passar! E passo.
Saio cheirosa pro meu quarto escolher a minha roupa, ainda de roupão. Escolho com calma, ainda são 6:40 e não há motivo pra pressa. Chego a hora que chegar, minha chefe só começa a trabalhar as 8:30. Não tem necessidade alguma estar no trabalho às 7:30. Percebo que faz muita diferença começar o dia sem pressa, com o meu ritmo acelerando devagar.
Escolho a roupa e penso naquele vestido branco, aquele mesmo que eu não podia nunca usar sem estar com ele. Por que? Eu vou usar o vestido branco. Ah... Como está me fazendo bem quebrar tabus.

Nenhum comentário:

Postar um comentário